Como é feito o diagnóstico do Sarcoma?

Como é feito o diagnóstico do Sarcoma?

Considerado uma doença silenciosa e de baixa incidência, o diagnóstico do sarcoma costuma se dar apenas nas fases mais avançadas do tumor, momento em que aparecem os sintomas. Esses variam conforme o local atingido, podendo ser uma massa ou nódulo palpável, dor abdominal, formigamento nos membros, alterações intestinais, entre outros sinais.

Neste artigo, escrito sob supervisão do Dr. Roberto Pestana — oncologista clínico especialista em sarcomas do Hospital Israelita Albert Einstein, de São Paulo —, revelamos quais são as principais formas para detectar e lidar com este tipo de câncer. Confira!

Quais são os tipos de sarcomas?

 

De maneira geral, os sarcomas podem ser divididos em dois grandes grupos. São eles:

  • sarcomas ósseos primários, formado pelo osteossarcoma, pelo condrossarcoma, e pelo sarcoma de Ewing, entre outros;
  • sarcomas de partes moles, que compreendem mais de 50 subtipos, entre eles o lipossarcoma, o sarcoma sinovial, e o leiomiossarcoma.

Apesar de não existirem causas ou fatores de risco específicos, o aparecimento de alguns tipos de sarcomas costuma ser ligado à predisposição genética ou a ocorrência de determinadas infecções virais (como pelo HIV e HHV8). Além disso, alguns subtipos são mais incidentes em pacientes anteriormente submetidos a tratamentos com quimio e/ou radioterapia.

Como é o diagnóstico do sarcoma?

 

Para chegar ao diagnóstico correto, o oncologista percorre algumas etapas. Tudo começa com uma análise do histórico clínico e o exame físico do paciente, realizados em consultório médico, durante a primeira consulta. Esse tipo de investigação serve para detectar a presença de nódulos ou massas palpáveis, bem como procurar por outros sintomas.

Para confirmar o diagnóstico e verificar se existem metástases  o especialista costuma pedir exames complementares. Além do exame de sangue, dependendo da área investigada, ele pode solicitar uma radiografia, ultrassonografia, tomografia, ressonância magnética, PET, ou cintilografia.

Além disso, é preciso colher material para análise laboratorial. Para isso, realiza-se uma biópsia (por agulha fina ou por agulha grossa),guiada por ultrassom ou por tomografia, ou uma extração cirúrgica (biópsia incisional). Só então é possível dizer com certeza se o tumor é benigno ou maligno.

Quando todos os laudos estiverem prontos, o paciente retorna ao consultório médico. Caso o diagnóstico do sarcoma seja confirmado, o especialista elabora a estratégia de tratamento mais indicada — a qual depende do tamanho, local e severidade (estadiamento) do tumor, bem como da presença ou do risco de sofrer metástases e, ainda, das condições clínicas do paciente.

Como é o diagnóstico quando não há sintomas?

 

Muitas vezes, os sarcomas são identificados por acaso, em meio a exames de rotina ou investigação de outras condições. É o que ocorre, por exemplo, em casos de tumor estromal gastrointestinal (GIST) em pacientes assintomáticos.

Um simples exame de sangue pode revelar um quadro de anemia, acendendo o sinal de alerta para a doença. Se houver achados suspeitos (como pólipos),eles podem ser extraídos e enviados para biópsia. Se necessários, realizam-se, ainda, outros exames, como testes genéticos moleculares, imuno-histoquímica ou índice mitótico.

Como o diagnóstico deve ser encarado?

 

O prognóstico do sarcoma varia de paciente para paciente. De maneira geral, quanto antes o diagnóstico for recebido, melhor. Isso porque, tumores encontrados em estágios iniciais aumentam as chances de sobrevida do paciente.

Também é importante dizer que, graças à estratégia preconizada pela oncologia de precisão, os tratamentos estão cada vez mais eficazes e, ao mesmo tempo, gerando menos efeitos colaterais. Para quem não sabe, a oncologia de precisão faz parte da chamada medicina personalizada. Na prática, ela considera as informações genéticas das células tumorais de cada paciente, a fim de definir um tratamento individualizado e, consequentemente, mais eficiente.

Como encontrar um especialista na área?

 

Para encontrar um especialista, procure nos centros de referência em oncologia da sua região. Nesses locais, há médicos reconhecidos pela perícia em tratamentos oncológicos e, ao mesmo tempo, comprometidos com os conceitos da medicina personalizada. Como mostrado, quanto antes o diagnóstico do sarcoma for realizado, maiores as chances de sucesso no tratamento!

Se você deseja conversar individualmente com um oncologista em São Paulo, coloco-me à disposição. Você pode agende uma consulta aqui mesmo, em meu site.

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Publicado por: - Oncologista - CRM 170.446
O Dr. Roberto Pestana (CRM 170.446) é oncologista clínica do centro de oncologia do Hospital Israelita Albert Einstein. Além disso, ele é médico do ambulatório de sarcomas do Hospital Municipal Vila Santa Catarina.