Tire suas dúvidas sobre o rabdomiossarcoma

Tire suas dúvidas sobre o rabdomiossarcoma

rabdomiossarcoma (RMS) é um tumor maligno raro. Ele pode afetar pessoas de todas as idades, embora seja mais frequente em crianças e adolescentes. Os locais de maior incidência são os músculos esqueléticos presentes nas pernas e braços, mas também podem ocorrer em outras regiões, como na cabeça e pescoço.

Neste artigo, mostramos os principais aspectos a respeito da doença, incluindo como é o seu diagnóstico e tratamento. Para conferir, continue a leitura.

O que é o rabdomiossarcoma?

O rabdomiossarcoma costuma se desenvolver nos rabdomioblastos, células que dão origem aos músculos esqueléticos (usados para mover partes do corpo). Trata-se de uma neoplasia mais frequente em crianças, sendo considerada bastante incomum em adultos.

O tumor faz parte do grupo dos sarcomas de partes moles. Esse, por sua vez, engloba mais de 50 subtipos de tumores raros.

Para saber mais, leia: Conheça os sarcomas de partes moles

Locais onde surge

Como mencionado, esse tipo de tumor pode se desenvolver em qualquer região do corpo, inclusive, onde não há músculos esqueléticos. No entanto, os locais mais recorrentes são:

  • membros superiores e inferiores;
  • tronco (tórax e abdômen);
  • cabeça (perto dos olhos, dentro dos seios nasais e na garganta);
  • pescoço (próximo à coluna vertebral);
  • órgãos reprodutivos e urinários (masculinos e femininos).

Tipos

Conforme suas características, podem ser classificados em três tipos. São eles:

  • rabdomiossarcomas embrionários;
  • rabdomiossarcomas alveolares;
  • rabdomiossarcomas pleomórficos.

Tire suas dúvidas sobre o rabdomiossarcoma

Sinais e sintomas

Conforme sua localização, o tumor provoca manifestações diferentes. Dessa forma, quando presente no tronco, pernas, testículos, virilha ou braços, pode-se notar uma massa palpável ou inchaço. Também pode causar, por vezes, dor e vermelhidão local.

Já se o tumor se encontra próximo aos olhos, pode deixar seu entorno inchado, por vezes, dando a impressão de olhar estrábico. Se localizado próximo aos seios paranasais, pode gerar congestão nasal. Se estiver perto da orelha, pode ocasionar dor de cabeça e/ou dor de ouvido.

Quando o tumor está na região da próstata, vagina ou bexiga, pode levar à dificuldade para urinar ou evacuar. Por vezes, pode-se notar a presença de sangue na urina (hematúria) ou na secreção vaginal.

Se presente no abdômen ou na pelve, costuma provocar dor ou desconforto abdominal, constipação e vômitos. Se próximo aos ductos biliares, leva à icterícia (pele e olhos amarelados).

Além disso, em estágios mais avançados, independentemente da localização, o rabdomiossarcoma pode ocasionar uma série de manifestações genéricas. É o caso de nódulos sob a pele, dor nos ossos, perda de peso injustificada, sensação de fraqueza contínua e tosse constante.

Como é o diagnóstico?

O rabdomiossarcoma é diagnosticado por meio da avaliação do histórico clínico (pessoal e familiar) e da realização de diversos exames. São eles:

  • exames físicos;
  • exames de imagem;
  • biópsia;
  • e/ou testes de laboratório.

Após a confirmação, realizam-se exames de sangue complementares. Esses permitem avaliar o funcionamento de determinados órgãos, como fígado e rins, bem como se há metástases na medula óssea (onde as células sanguíneas são produzidas).

Como é o tratamento?

A definição do tratamento, por sua vez, depende do estadiamento, ou seja, da localização do tumor primário, tamanho, agressividade e extensão (se localizado ou metastático). Na maioria dos casos, a abordagem é costuma ser feita com a associação de:

  • terapia local (cirurgia, para realização da biópsia e ressecção tumoral completa, e/ou radioterapia, para matar as células cancerígenas que não puderam ser removidas cirurgicamente);
  • quimioterapia, para matar as células cancerígenas, estejam localizadas ou espalhadas.

Algumas vezes, pode-se realizar sessões de radioterapia ou quimioterapia antes do procedimento cirúrgico, para tentar reduzir o tamanho do tumor. Além disso, em alguns casos, pode-se fazer um transplante de células tronco associado à quimioterapia.

Às vezes, o tumor continua crescendo ao longo do tratamento ou tem uma recidiva após o término. Além disso, pode se disseminar tanto para os linfonodos próximos como para outros órgãos, como medula óssea, ossos, músculo, fígado e pulmão. Por isso, em certos casos, os tratamentos podem ter que ser realizados novamente.

Mas, mesmo quando o tratamento é considerado um sucesso, o acompanhamento periódico é necessário. Esse cuidado precisa ser mantido por vários anos, tanto por conta do risco de recidiva como devido aos efeitos colaterais dos tratamentos.

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O rabdomiossarcoma pode ser curado?

Sim, assim como diversos outros tipos de sarcomas, o rabdomiossarcoma também pode ser curado. As chances de isso acontecer dependem da sua localização, do estágio em que foi diagnosticado e das condições gerais de saúde do paciente. Contam, ainda, o acesso oportuno às terapêuticas mais adequadas e quão bem o câncer responde ao tratamento.

Assim, de acordo com a American Câncer Society, a taxa média de sobrevivência em 5 anos, após o diagnóstico do rabdomiossarcoma, é de 70% para crianças. Já para adultos, o percentual é um pouco menor.

Para concluir, em caso de suspeita ou diagnóstico de rabdomiossarcoma, procure um especialista em sarcomas. O Dr. Roberto Pestana é uma das maiores autoridades na área e atende no Hospital Israelita Albert Einstein, na capital paulista. Suas abordagens primam pela individualização dos cuidados, sempre considerando a possibilidade de uso de novos e promissores tratamentos, assim como a associação a cuidados multidisciplinares.

Portanto, se preciso, marque uma consulta (presencialmente ou por telemedicina) e realize uma avaliação individualizada. Basta fazer seu agendamento com o Dr. Roberto pelo site, telefone (11 2151-0240) ou WhatsApp (11 99150-9179).

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Publicado por: - Oncologista - CRM 170.446 | RQE 97248
Dr. Roberto Pestana (CRM 170.446 | RQE 97248) é oncologista clínico no Hospital Israelita Albert Einstein, especialista em sarcomas e tumores gastrointestinais. Com doutorado em Medicina de Precisão pela Faculdade Israelita de Ciências da Saúde Albert Einstein e fellowship no MD Anderson Cancer Center, é reconhecido pela atuação em pesquisas clínicas e tratamentos inovadores, sempre com foco no cuidado integral e humanizado.