Dr. Roberto Pestana
Publicado em 15/12/2021

LEIOMIOSSARCOMA

leiomiossarcoma (LMS) é um tumor raro, que se origina no chamado músculo liso (também chamado de tecido muscular não estriado ou tecido muscular visceral). O músculo liso fica localizado nas paredes dos órgãos ocos (como no estômago, esôfago, útero, ao redor das alças do intestino e no reto),bem como nas paredes dos vasos sanguíneos.

O leiomiossarcoma é um subtipo de sarcoma — que, por sua vez, é um grupo formado por dezenas de tumores raros, que atingem, principalmente, os ossos, cartilagens, células de gorduras, tendões, nervos periféricos e, logicamente, os músculos. Ele costuma ser bastante agressivo e, quando considerado de alto grau, tem propensão a gerar metástases em locais distantes.

Saiba mais sobre os sarcomas.

Os leiomiossarcomas costumam ser “achados por acaso” em exames de imagem (como tomografias computadorizadas do abdome, endoscopias, entre outros),e confirmados por biópsias dirigidas. Quando o rastreamento é estimulado por sintomas (como dor no abdome, sangramento nas fezes, anemia crônica, alterações nos hábitos intestinais, massa palpável, perda de peso sem causa aparente, entre outros),geralmente, os tumores já se encontram em estágios bastante avançados.

Durante o diagnóstico, o oncologista determina se se trata de um leiomiossarcoma:

  • de baixo grau, quando ainda não se disseminou ou, se o fez, limitou-se a estruturas vizinhas, apresentando um crescimento lento;
  • de alto grau, quando provocou metástase longe do seu local de origem, com crescimento rápido.

Existem diversos tipos de leiomiossarcomas. Quando se originam no miométrio (musculatura do útero),por exemplo, dão origem a um dos tipos de câncer do endométrio. Nesse caso, trata-se do leiomiossarcoma uterino, um tipo de sarcoma uterino responsável por cerca de 2% dos tumores uterinos.

Os leiomiossarcomas são pouco frequentes no aparelho digestivo, representando apenas 1% dos tumores desse sistema. Ainda assim, podem surgir em diversos locais do trato gastrointestinal, sendo bastante agressivos.

O leiomiossarcoma primário pode ocorrer, por exemplo, nas células musculares esofágicas. Estima-se que o leiomiossarcoma de esôfago represente de 0,5 a 1% dos casos de câncer de esôfago.

Em quadros ainda mais raros, o leiomiossarcoma pode surgir nas células musculares do estômago. Nesse caso, dá origem a um dos tipos de tumor estromal gastrointestinal (GIST).

Já o leiomiossarcoma no retroperitônio (área em torno da cavidade abdominal) surge, normalmente, em paredes de vasos sanguíneos. Muitas vezes, esse tumor começa na parede da veia cava inferior.

leiomiossarcoma de reto é outro tumor muito raro. Ele pode surgir em qualquer idade, mas é mais comum em homens na faixa etária dos 50 aos 70 anos.

leiomiossarcoma do cólon (intestino grosso) também é extremamente raro. O tumor costuma ser único e seu tamanho varia de 2 cm a 30 cm.

leiomiossarcoma de intestino delgado, muitas vezes, tem associação com outros tumores primários. A concomitância com úlceras duodenais, polipose intestinal, doença de Crohn, doença celíaca, entre outras patologias, também é possível.

O leiomiossarcoma também pode surgir nas extremidades do corpo – braços e pernas – e no abdome em região denominada retroperitôneo.

A definição da estratégia de tratamento se dá a partir de informações sobre a localização do leiomiossarcoma, o tamanho do tumor e de suas margens, a existência ou não de metástases e o estado de saúde do paciente.

O leiomiossarcoma costuma ser tratado com cirurgia. O procedimento pode ser realizado para remoção parcial (restrita à área afetada, ou seja, à ressecção do tumor e de uma margem de segurança) ou com a retirada total do órgão afetado (como no caso da histerectomia, indicada para o tratamento do leiomiossarcoma uterino).

A realização de radioterapia ou quimioterapia adjuvantes (como tratamento complementar) pode ajudar a reduzir as chances de recidiva. No entanto, a eficácia desses tratamentos varia de paciente para paciente.

Esperamos que o conteúdo tenha ajudado a esclarecer alguns aspectos sobre o leiomiossarcoma. No entanto, tratam-se de informações gerais, que não substituem uma consulta para avaliação individual. Por isso, caso apresente um ou mais sintomas, procure um especialista para obter o diagnóstico correto e, se preciso, iniciar o tratamento o mais breve possível.

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