Tipos de tratamentos para o câncer gastrointestinal

Tipos de tratamentos para o câncer gastrointestinal

Os tratamentos para o câncer gastrointestinal variam conforme o tipo e o estadiamento (estágio) do tumor. Dados do Clinical Cancer Advances 2021, da American Society of Clinical Oncology (ASCO),apontam que essas neoplasias correspondem a 26% do total de casos de câncer registrados no mundo e 35% das mortes em sua decorrência — ou seja, são bastante frequentes e têm alta letalidade. A boa notícia é que os avanços na área não param!

Neste artigo, produzido sob os cuidados do Dr. Roberto Pestana, oncologista clínico do Hospital Albert Einstein, em São Paulo, SP, mostramos as terapêuticas mais recomendadas para combater esses tumores. Para conhecê-las, continue a leitura!

 

Quais são os tratamentos para o câncer gastrointestinal?

 

O câncer gastrointestinal é um grupo formado pelos cânceres de esôfago, estômago, fígado, pâncreas, intestino delgado, colorretal (intestino grosso, reto),e ânus. A seguir, veja quais tratamentos podem ser usados no seu combate — lembrando que a combinação de diferentes estratégias, com base nas características e necessidades de cada paciente, é o que traz o melhor resultado.

 

Cirurgia

 

A cirurgia para ressecção de tumores é o método mais tradicional para o tratamento do câncer. Hoje em dia, as técnicas são cada vez mais conservadoras e avançadas, preservando ao máximo os órgãos e estruturas saudáveis.

Graças ao avanço das técnicas por vídeo, muitas vezes é possível removê-los através de pequenas incisões. Isso diminui o risco cirúrgico e o tempo de internação, bem como facilita a recuperação dos pacientes.

 

Radioterapia

 

A radioterapia consiste na emissão de radiação para matar as células tumorais. O tratamento é feito com a administração de doses diárias de radiação.

Atualmente, os feixes de radiação são dirigidos com a máxima precisão para os tumores. O intuito é poupar os tecidos saudáveis e minimizar os efeitos colaterais.

 

Quimioterapia

 

A quimioterapia consiste no emprego de medicamentos anticancerígenos para destruir as células tumorais. Ela é feita em ciclos, para que o corpo possa se recuperar.

Em relação à administração, a quimioterapia pode ser sistêmica (intravenosa ou oral) ou regional (injetada na artéria que alimenta a área onde está o tumor). O tratamento pode ser indicado em diferentes momentos, tais como:

  • quimioterapia neoadjuvante, antes da cirurgia;
  • quimioterapia adjuvante, após a cirurgia;
  • quimioterapia para tumores grandes e/ou disseminados, no decorrer do tratamento.

 

Imunoterapia

 

A imunoterapia tem como objetivo auxiliar as células de defesa do organismo a detectarem e combaterem os tumores. Esse tipo de tratamento não se aplica em todos os casos, mas seu uso em pacientes com tumores gastrointestinais vem se mostrando bastante favorável em casos selecionados.

 

O que é o estudo do perfil molecular e o que ele tem de promissor?

 

O estudo do perfil molecular dos cânceres gastrointestinais aparece como o avanço do ano no já referido relatório da ASCO. Com ele, é possível personalizar os tratamentos, levando a melhores resultados, com menos efeitos colaterais.

Para isso, o oncologista observa as mutações específicas dos tumores de cada paciente, com base na análise dos materiais obtidos nas biópsias. Já existem, inclusive, medicações específicas para muitas das alterações.

 

Qual é a importância do diagnóstico precoce para o sucesso dos tratamentos?

 

Se os tumores forem descobertos cedo, os tratamentos para o câncer gastrointestinal têm mais chance de sucesso. Porém, como demoram para provocar sintomas, uma vez que avançam de maneira silenciosa, muitas vezes são diagnosticados em estágios avançados, o que exige tratamentos mais agressivos e com menos chances de cura.

O diagnóstico precoce, seja qual for o tipo de câncer, é a melhor forma de abordar a doença. Recomenda-se procurar um oncologista especialista em câncer gastrointestinal em caso de sintomas, histórico familiar ou fatores de risco associados.

Para chegar a um diagnóstico, ele fará uma longa anamnese, realizará exames físicos da região suspeita e solicitará exames de rastreamento complementares, inclusive, com biópsias dos achados suspeitos. Se o câncer for confirmado, ele definirá a estratégia de tratamento com base nas condições clínicas do paciente e estadiamento da doença. Assim, quanto antes for identificado, maiores as chances de cura!

Agora que você conhece os tratamentos para o câncer gastrointestinal, bem como os avanços da oncologia de precisão, esperamos que esteja mais consciente em relação à necessidade de buscar um especialista em caso de suspeita ou diagnóstico já confirmado da doença. Como mostrado, a personalização da terapêutica é o melhor caminho para o restabelecimento da sua saúde e qualidade de vida.

Para mais informações sobre o diagnóstico e o tratamento do câncer gastrointestinal, entre em contato. Dr. Roberto  Pestana e sua equipe estão à disposição para atendê-lo!

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Publicado por: - Oncologista - CRM 170.446
O Dr. Roberto Pestana (CRM 170.446) é oncologista clínica do centro de oncologia do Hospital Israelita Albert Einstein. Além disso, ele é médico do ambulatório de sarcomas do Hospital Municipal Vila Santa Catarina.