O câncer intestinal é uma neoplasia maligna que se origina nas células do intestino grosso, cólon ou reto. Por essa razão, também é chamado de câncer colorretal. Trata-se de um dos tumores mais frequentes no Brasil e no mundo, mas com altas chances de cura quando diagnosticado precocemente.

Neste artigo, oDr. Roberto Pestana, oncologista clínico do Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo, explica o que é essa doença, quais são os sinais de alerta e como o tratamento funciona.

O que é câncer intestinal e como ele se desenvolve?

O câncer intestinal surge quando células do revestimento do intestino grosso começam a se multiplicar de forma descontrolada. Na maioria dos casos, ele se inicia a partir de pólipos — pequenas formações benignas na parede interna do intestino que, ao longo do tempo, podem se tornar malignas.

De acordo com oInstituto Nacional de Câncer (INCA), o câncer colorretal é o segundo tumor mais incidente em homens e o terceiro em mulheres no Brasil, excluindo os cânceres de pele não melanoma. A estimativa para o período 2023–2025 é de mais de 45 mil novos casos por ano no país.

O tipo mais comum é o adenocarcinoma colorretal, um tumor que se origina nas células glandulares do revestimento intestinal. Outros tipos menos frequentes incluem tumores neuroendócrinos, linfomas e GIST (Tumor Estromal Gastrointestinal).

Quais são os sintomas do câncer intestinal?

Os sintomas variam conforme a localização do tumor no intestino grosso. Os mais comuns são:

  • Sangue nas fezes: visível ou detectado em exames laboratoriais
  • Alteração persistente no ritmo intestinal: diarreia ou constipação sem causa aparente
  • Dor ou desconforto abdominal contínuo, como cólicas ou gases
  • Sensação de evacuação incompleta: como se o intestino não tivesse esvaziado
  • Fezes mais finas do que o habitual, por períodos prolongados
  • Perda de peso não intencional
  • Fraqueza e cansaço sem causa identificada, por vezes relacionados à anemia

É importante destacar: esses sintomas também podem estar associados a condições benignas, como hemorroidas ou síndrome do intestino irritável. Apenas um médico pode avaliar e indicar os exames corretos para investigação.

Tem dúvidas sobre sintomas do trato digestivo? Saiba mais sobre os tipos decâncer gastrointestinal tratados pelo Dr. Roberto Pestana.

Quais são os fatores de risco?

Alguns fatores aumentam a chance de desenvolver o tumor intestinal:

  • Idade acima de 4550 anos, o risco aumenta progressivamente com a idade
  • Histórico familiar de câncer colorretal ou polipose adenomatosa familiar
  • Dieta pobre em fibras e rica em carnes vermelhas e processadas
  • Sedentarismo e obesidade
  • Tabagismo e consumo excessivo de álcool
  • Doenças inflamatórias intestinais, como doença de Crohn e retocolite ulcerativa
  • Histórico pessoal de pólipos intestinais

Como é o diagnóstico?

O diagnóstico do câncer intestinal geralmente segue estas etapas:

  1. Consulta com oncologista ou gastroenterologista: avaliação dos sintomas e fatores de risco
  2. Colonoscopia: principal exame de rastreamento e diagnóstico, que permite visualizar o interior do intestino e retirar pólipos ou amostras para biópsia
  3. Biópsia: análise do tecido pelo patologista para confirmar se o tumor é maligno
  4. Exames de imagem: tomografia e ressonância magnética para avaliar a extensão da doença
  5. Estadiamento: definição do estágio do tumor (I a IV),que orienta o plano de tratamento

O rastreamento por colonoscopia a partir dos 45–50 anos é recomendado para pessoas sem fatores de risco adicionais. Pessoas com histórico familiar podem precisar iniciar mais cedo.

Como é o tratamento do câncer intestinal?

O tratamento depende do estágio do tumor e das condições clínicas do paciente. As principais abordagens são:

  • Cirurgia: em estágios iniciais, a remoção do tumor pelos cirurgiões oncológicos é frequentemente curativa
  • Quimioterapia: usada antes ou após a cirurgia, ou como tratamento principal em casos avançados
  • Radioterapia: mais comum no câncer de reto, para reduzir o tumor ou eliminar células residuais
  • Imunoterapia: indicada em tumores com perfil molecular específico (instabilidade de microssatélites alta, MSI-H)
  • Terapia-alvo: bloqueia moléculas específicas que estimulam o crescimento do tumor

O oncologista clínico é o especialista que coordena o tratamento sistêmico e articula o cuidado multidisciplinar, sempre de acordo com as características individuais de cada caso.

Agende sua consulta com um especialista em câncer intestinal

Se você apresenta sintomas persistentes, tem histórico familiar de câncer colorretal ou recebeu um diagnóstico recente, procure um oncologista especializado em tumores gastrointestinais.

O Dr. Roberto Pestana (CRM-SP 170.446 | RQE 97248) atende presencialmente no Centro de Oncologia do Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo, e por telemedicina para todo o Brasil.

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Perguntas frequentes sobre câncer intestinal

O câncer intestinal tem cura? Sim. Quando diagnosticado nos estágios iniciais (I e II),as taxas de cura são superiores a 90%. Mesmo em estágios mais avançados, o tratamento com quimioterapia, imunoterapia e cirurgia pode proporcionar controle duradouro da doença.

Câncer intestinal e câncer colorretal são a mesma coisa? Sim. Os termos se referem ao mesmo grupo de tumores, que se originam no cólon (intestino grosso) ou no reto. “Colorretal” é o termo técnico mais preciso usado pela medicina.

Qual exame detecta o câncer intestinal? A colonoscopia é o principal exame, permite visualizar, detectar e até remover pólipos antes que se tornem malignos. É o método de rastreamento mais eficaz disponível atualmente.

A partir de qual idade devo fazer colonoscopia? As diretrizes brasileiras recomendam colonoscopia a partir dos 45–50 anos para pessoas sem fatores de risco. Pessoas com histórico familiar podem precisar começar entre os 40 anos ou antes, a depender do caso.

Quem trata câncer intestinal em São Paulo? O oncologista clínico especializado em tumores gastrointestinais. Em São Paulo, o Dr. Roberto Pestana (CRM-SP 170.446 | RQE 97248) atende no Hospital Israelita Albert Einstein e por telemedicina.

Artigo escrito pelo Dr. Roberto Pestana (CRM-SP 170.446 | RQE 97248),oncologista clínico do Centro de Oncologia do Hospital Israelita Albert Einstein, especialista em tumores gastrointestinais, sarcomas e GIST. Fellowship no MD Anderson Cancer Center, Houston (TX). As informações deste artigo têm caráter educativo e não substituem a consulta médica.

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Publicado por: - Oncologista - CRM 170.446 | RQE 97248
Dr. Roberto Pestana (CRM 170.446 | RQE 97248) é oncologista clínico no Hospital Israelita Albert Einstein, especialista em sarcomas e tumores gastrointestinais. Com doutorado em Medicina de Precisão pela Faculdade Israelita de Ciências da Saúde Albert Einstein e fellowship no MD Anderson Cancer Center, é reconhecido pela atuação em pesquisas clínicas e tratamentos inovadores, sempre com foco no cuidado integral e humanizado.