Lipossarcoma: do diagnóstico ao tratamento

Lipossarcoma: do diagnóstico ao tratamento

lipossarcoma é um tipo de sarcoma de partes moles que se desenvolve no tecido gorduroso. Ele pode ocorrer em qualquer parte do corpo, mas é mais frequente na coxa e na parte interna do abdômen. Geralmente, ocorre em pessoas com idades entre 50 e 65 anos.

Neste artigo, explicamos os principais aspectos a respeito desse tipo de tumor considerado raro. Continue a leitura e esclareça suas dúvidas!

O que é o lipossarcoma?

O lipossarcoma pode ocorrer tanto no tecido adiposo logo abaixo da pele, como nos tecidos moles localizados em camadas mais profundas. Trata-se do tipo de sarcoma de partes moles mais incidente e, dependendo das suas características, pode ser classificado como:

  • lipossarcoma bem diferenciado, formado por massas grandes e bem delimitadas;
  • lipossarcoma desdiferenciado, o qual apresenta maior possibilidade de recidiva local e metástases;
  • lipossarcoma mixoide, que pode ter componente de células redondas, presente nos tecidos moles mais profundos, de difícil acesso;
  • lipossarcoma pleomórfico, o mais raro e agressivo, com elevado risco de sofrer metástase.

maioria dos lipossarcomas é indolor e cresce de maneira lenta. No entanto, alguns podem provocar dor e inchaço local, crescer rapidamente e se espalhar para tecidos próximos ou para áreas distantes. Em caso de metástase, o local mais afetado é o pulmão.

Como é feito o diagnóstico da doença?

Boa parte dos pacientes com a doença procura atendimento médico ao notar a presença de uma massa palpável na coxa, a qual pode ser macia ou endurecida. No entanto, quando o lipossarcoma está no interior do abdômen, sua detecção costuma se dar tardiamente, muitas vezes, em função da investigação de sintomas de obstrução urinária ou intestinal.

Assim, o diagnóstico dos lipossarcoma bem diferenciado e desdiferenciado costuma ser feito por ressonância magnética. Já o lipossarcoma mixoide e pleomórfico são diagnosticados por biópsia.

Quais são os possíveis tratamentos?

A abordagem do lipossarcoma varia conforme o tipo, a localização e o estadiamento do tumor. Considera-se, também, a idade, as condições de saúde gerais e as preferências do paciente.

Na maior parte dos casos, o tratamento é feito com cirurgia para remoção tumoral. Para isso, costuma-se realizar a ressecção ampla do tumor e das áreas saudáveis ao seu redor (as chamadas margens de segurança).

No entanto, quando o tumor se estende às articulações, aos vasos sanguíneos ou aos nervos, realiza-se a radioterapia antes do procedimento. O objetivo é reduzir o tamanho do tumor, de modo a facilitar sua ressecção e evitar amputações. Após a cirurgia, pode ser preciso realizar novas sessões de radioterapia, para prevenir recidivas locais. Também é possível que sejam necessárias sessões de quimioterapia, seja antes ou após a cirurgia.

Em casos selecionados de lipossarcoma, um estudo recente também mostrou que a imunoterapia pode auxiliar a aumentar a chance de cura.

Já em lipossarcoma com metástase, a abordagem é diferente. Nesses casos, costuma ser necessário associar outras terapêuticas à cirurgia, tais como quimioterapia, imunoterapia ou terapia alvo.

Considerando o componente genético do lipossarcoma, a oncologia de precisão se mostra uma estratégia bastante favorável na sua abordagem. Para isso, consideram-se as informações genéticas das células cancerosas na definição do tratamento, o que o torna mais efetivo e com menos efeitos colaterais.

Como é o seguimento pós-tratamento?

Após a remoção do tumor e o encerramento da terapia adjuvante, é necessário manter um seguimento continuado, para detectar precocemente eventuais recidivas ou metástases à distância. Esse processo envolve consultas regulares com o oncologista responsável, para a realização de:

  • exames físicos cuidadosos, pois os padrões de recidivas e disseminações desse tipo de tumor são incomuns;
  • exames de imagem da área tratada;
  • estudos imagéticos seriados de outras regiões (geralmente, do tórax, do abdômen e, por vezes, da pelve).

Na maioria das vezes, o acompanhamento deve ser mantido durante toda a vida do paciente. Em caso de detecção de recidiva ou metástase, pode-se iniciar o tratamento necessário o quanto antes, evitando maiores agravamentos.

Qual é a diferença entre lipossarcoma e lipoma?

lipoma é um tumor benigno que se desenvolve, lentamente, a partir das células do tecido adiposo (chamados lipócitos). O lipossarcoma tem a mesma origem, porém, como explicado, é um tumor maligno.

Saiba mais emQual é a diferença entre tumor maligno e benigno?

Em geral, os lipomas crescem abaixo da pele dos braços, ombros, costas, pescoço ou outras regiões, formando protuberâncias (caroços) perceptíveis, que se movem facilmente ao serem manipuladas. Tratam-se dos conhecidos nódulos de gordura.

Vale destacar que eles não têm risco de virar câncer e são bem mais comuns do que os lipossarcomas. Inclusive, estima-se que estejam presentes em 1 a 2% da população — surgindo, geralmente, após os 40 anos.

Na maioria das vezes, não é preciso tratá-los. A exceção são casos em que a sua localização provoque dor e/ou seja esteticamente incômoda. Uma vez retirado (cirurgicamente),o lipoma não tende a reaparecer.

Lipossarcoma: do diagnóstico ao tratamento

O que fazer caso encontre um caroço no corpo?

Ao identificar um nódulo, massa ou outro tipo de protuberância no corpo, recomenda-se procurar um oncologista o mais breve possível. Isso porque, ainda que na maioria das vezes os achados sejam benéficos, em caso de malignidade o diagnóstico precoce favorece o prognóstico. Afinal, ele possibilita tratamentos mais simples e efetivos, aumentando as chances de cura e minimizando o risco de complicações.

Leia tambémConheça o Dr. Roberto Pestana, médico oncologista no Albert Einstein

Esperamos que suas dúvidas sobre o lipossarcoma tenham sido esclarecidas. Caso queira consultar um especialista na área, agende uma consulta com o Dr. Roberto Pestana, oncologista clínico no Hospital Israelita Albert Einstein, na capital paulista.

Para isso, entre em contato pelo site, envie uma mensagem pelo WhatsApp ou ligue (11 2151-0240). O encontro pode ser presencial, em seu consultório, em São Paulo, SP, ou virtual, por telemedicina. Estamos à sua disposição!

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Publicado por: - Oncologista - CRM 170.446 | RQE 97248
Dr. Roberto Pestana (CRM 170.446 | RQE 97248) é oncologista clínico no Hospital Israelita Albert Einstein, especialista em sarcomas e tumores gastrointestinais. Com doutorado em Medicina de Precisão pela Faculdade Israelita de Ciências da Saúde Albert Einstein e fellowship no MD Anderson Cancer Center, é reconhecido pela atuação em pesquisas clínicas e tratamentos inovadores, sempre com foco no cuidado integral e humanizado.