
SARCOMA SINOVIAL
O sarcoma sinovial é um tipo de câncer raro. Ele corresponde de 5 a 10% dos sarcomas de partes moles. Estima-se que entre uma a três pessoas por milhão sejam diagnosticadas com a doença por ano.
O sarcoma sinovial pode aparecer em qualquer parte do corpo, embora seja predominante nas grandes articulações — sendo mais comum nos joelhos e tornozelos. Também pode se formar nas pernas, pés, quadril, ombros, braços, cotovelos e pulsos, assim como nas partes moles do abdome e dos pulmões, entre outros locais.
O que é?
O sarcoma sinovial é um tumor maligno de alto grau, que possui crescimento lento. Ele tem alto risco de recidiva local e se espalha para tecidos distantes (metástase) em 50% dos casos — sendo o pulmão o destino mais comum.
Acredita-se que suas células contêm um gene mutante, que contribui para o surgimento da doença. Os tumores podem ser classificados em:
- sarcomas puros;
- sarcomas bifásicos (quando contém componentes epitelioides e sarcomatosos);
- pouco diferenciados.
Como identificar?
O sarcoma sinovial é mais comum em jovens adultos, com ligeira maioria masculina — sendo que um terço dos pacientes têm menos de 30 anos. Porém, também pode aparecer em crianças e até em idosos.
Os sintomas dependem da localização do tumor. Geralmente, é notado como uma massa volumosa ou um nódulo indolor. Porém, se estiver perto de um nervo, conforme cresce, pode provocar dor, dormência ou mesmo impotência funcional.
Acontece que não existem fatores de risco bem estabelecidos e seu diagnóstico é difícil. Até ser identificado, o sarcoma sinovial pode passar vários anos despercebido. Isso ocorre, principalmente, em tumores mais profundos.
Outras vezes, podem ocorrer erros diagnósticos. Há registros, inclusive, de casos em que o tumor foi confundido com artrite ou bursite.
Como diagnosticar?
O diagnóstico efetivo do sarcoma sinovial pode levar anos. Ele começa com exames de imagem, tais como:
- a tomografia computadorizada, que mostra a extensão do tumor;
- e a ressonância magnética, que revela o grau de acometimento das áreas adjacentes (tecidos moles, vasos sanguíneos e nervos).
Em seguida, solicita-se uma biópsia. Se o câncer for confirmado, são necessários mais estudos de imagem (como PET scan do corpo todo ou tomografia do tórax, abdome e pelve),para procurar possíveis metástases.
O tratamento do sarcoma sinovial depende do seu estadiamento. Esse é definido com base:
- no tamanho (geralmente, é descoberto com mais de 5 cm);
- localização;
- grau de agressividade;
- extensão (localizado ou metastático).
A cirurgia com ampla excisão (ressecção das margens claras, ou seja, até a parte saudável) é o tratamento padrão em tumores primários. Isso pode levar à remoção de músculos inteiros ou mesmo amputação de membros.
Muitas vezes, a cirurgia é combinada à radioterapia prévia (para diminuir o tamanho do tumor) e/ou posterior à cirurgia, para prevenir metástases. Como o sarcoma sinovial costuma levar um tempo considerável até ser diagnosticado, há grandes chances de ele ter se espalhado para outras partes do corpo.
Já a quimioterapia pode ser usada em estágios avançados, com alto risco de recidiva sistêmica. É o caso de tumores que não podem ser removidos cirurgicamente ou quando houve metástases. Quando há metástase pulmonar, por exemplo, combina-se a metastasectomia cirúrgica (ressecção do tumor) com a quimio.
Vale destacar que, graças à melhor compreensão das características moleculares e imunológicas do sarcoma sinovial, novas terapias vêm surgindo. É o caso da imunoterapia e terapia alvo.
Esperamos que o conteúdo tenha ajudado a esclarecer os principais aspectos do sarcoma sinovial. No entanto, as informações aqui presentes não substituem uma consulta individualizada.
Por isso, em caso de sintomas suspeitos, procure um oncologista especialista em sarcomas e faça uma avaliação. Assim, pode-se obter o diagnóstico correto e, se necessário, começar o tratamento o mais breve possível.
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