
RABDOMIOSSARCOMA
O rabdomiossarcoma (RMS) é um tumor pertencente à classe dos sarcomas (os quais se desenvolvem em tecidos conjuntivos, como músculos, ossos, gorduras, articulações e vasos sanguíneos). Ele pode surgir em qualquer parte do corpo, mas é mais incidente nos músculos esqueléticos dos braços, pernas e tórax. Também pode surgir na cabeça (próximo aos olhos, seios nasais ou garganta),pescoço (perto da coluna vertebral),órgãos reprodutivos ou urinários, entre outros locais.
O que é?
O rabdomiossarcoma é um tumor raro. Ele faz parte dos mais de 50 subtipos de sarcomas de partes moles.
Já os tipos de rabdossarcomas são três:
- rabdomiossarcomas embrionários (ERMS, na sigla em inglês),os quais atingem, geralmente, crianças nos primeiros cinco a dez anos de vida;
- rabdomiossarcomas alveolares (ARMS),os quais acometem, igualmente, pessoas de todas as idades;
- rabdomiossarcomas rabdomiossarcomas pleomórficos, que ocorrem, principalmente, em adultos.
Saiba mais sobre os sarcomas de partes moles.
O rabdomiossarcoma se forma nos músculos esqueléticos. Trata-se, geralmente, de um tumor mais frequente em crianças do que em adultos.
Dependendo da localização, o rabdomiossarcoma pode provocar alguns sintomas. Sendo assim, quando o tumor está:
- nos membros (superiores ou inferiores),tronco ou virilha (incluindo os testículos),pode existir a presença de uma massa palpável ou inchaço, por vezes, com dor, vermelhidão, entre outros sinais;
- em volta dos olhos, pode provocar inchaço ou deixar o olhar aparentemente estrábico;
- nos ouvidos ou nos seios paranasais, pode causar dor de ouvido, de cabeça ou congestão nasal;
- na bexiga, na próstata ou na vagina, pode levar à dificuldade para urinar ou evacuar e à saída de sangue pela urina ou secreção vaginal com sangue;
- na pelve ou no abdome, pode provocar dor abdominal, vômitos ou constipação;
- nos ductos biliares, pode causar icterícia (olhos e peles amarelados);
- em estágios avançados, independentemente do local, pode provocar nódulos na pele, dor nos ossos, tosse, perda de peso e fraqueza.
Como diagnosticar?
Famílias com doenças hereditárias têm risco aumentado para esse tipo de câncer. O perigo é ainda maior para aquelas com histórico de câncer infantil.
O rabdomiossarcoma é diagnosticado por meio de exames de imagem e biópsia. Exames laboratoriais complementares, como exames de sangue, podem ser úteis após a confirmação do quadro. Isso porque:
- se o resultado do hemograma (níveis de glóbulos brancos, vermelhos e plaquetas) estiver alterado, há risco de metástase na medula óssea (onde as células sanguíneas são produzidas);
- a partir do resultado do hemograma, permite avaliar os efeitos colaterais da quimioterapia;
- a partir do resultado dos exames bioquímicos, possibilita avaliar o funcionamento dos rins e do fígado.
A abordagem do rabdomiossarcoma depende do estadiamento (estágio do tumor). Esse é definido com base:
- no tamanho do tumor primário;
- localização;
- grau de agressividade;
- extensão (se está localizado ou sofreu metástase).
Na maioria das vezes, o tratamento é feito com terapia local (cirurgia e/ou radioterapia), combinada à quimioterapia. Em alguns casos, a radio ou a quimioterapia podem ser feitas antes da cirurgia, para tentar reduzir o tamanho do tumor. Por vezes, pode ser feito o transplante de células tronco associado à quimioterapia.
Às vezes, o tumor continua crescendo ao longo do tratamento ou tem uma recidiva após o término. Além disso, pode se disseminar tanto para os linfonodos próximos como para outros órgãos, como medula óssea, ossos, músculo, fígado e pulmão. Por isso, em certos casos, os tratamentos podem ter que ser realizados novamente.
Mas, mesmo quando o tratamento é considerado um sucesso, o acompanhamento periódico é necessário. Esse cuidado precisa ser mantido por vários anos, tanto por conta do risco de recidiva como devido aos efeitos colaterais dos tratamentos.
Esperamos que o conteúdo tenha esclarecido os principais pontos referentes ao rabdomiossarcoma. No entanto, as informações aqui presentes não substituem uma consulta presencial.
Por isso, em caso de sintomas suspeitos, procure um oncologista especialista em sarcomas e faça uma avaliação individual. Assim, é possível obter o diagnóstico e, se necessário, começar o tratamento.
Caso resida em São Paulo, SP, ou na Grande São Paulo, entre em contato:
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