
Tratamentos disponíveis para câncer gástrico: quais são as opções no Brasil?
Os tratamentos disponíveis para câncer gástrico evoluíram significativamente nos últimos anos, oferecendo mais possibilidades de controle da doença e melhor qualidade de vida aos pacientes. O câncer gástrico, também chamado de câncer de estômago, está entre os tumores gastrointestinais mais relevantes no Brasil e, quando identificado precocemente, pode apresentar melhores resultados terapêuticos.
A escolha do tratamento depende de fatores como estágio da doença, localização do tumor, características moleculares e condição clínica do paciente. Em centros especializados, como o acompanhamento oncológico realizado pelo Dr. Roberto Pestana, em São Paulo, a definição terapêutica é individualizada e baseada em evidências científicas.
Quais são os tratamentos disponíveis para câncer gástrico?
Os tratamentos disponíveis para câncer gástrico variam conforme a extensão da doença. Em muitos casos, diferentes abordagens são combinadas para aumentar a eficácia terapêutica.
Cirurgia: principal chance de cura
Quando o tumor é diagnosticado em estágio localizado, a cirurgia costuma ser uma das principaisestratégias terapêuticas. O procedimento pode envolver a retirada parcial ou total do estômago, chamada de gastrectomia.
Além da remoção do tumor, pode ser necessária a retirada de linfonodos próximos. Esse cuidado ajuda no controle da doença e melhora o estadiamento oncológico.
Segundo diretrizes internacionais, a cirurgia continua sendo parte do tratamento potencialmente curativo para tumores ressecáveis.
Quimioterapia para câncer gástrico
A quimioterapia é uma das abordagens mais utilizadas entre os tratamentos disponíveis para câncer gástrico. Ela pode ser indicada antes da cirurgia, para reduzir o tumor, ou após o procedimento, diminuindo o risco de recorrência. Na maior parte dos casos, ela é feita de maneira perioperatória – ou seja, parte da quimioterapia feita antes da cirurgia e parte após o procedimento.
Em casos avançados ou metastáticos, a quimioterapia também pode ajudar no controle dos sintomas e na redução do crescimento tumoral.
Os esquemas variam conforme cada paciente e podem incluir medicamentos combinados, sempre avaliados por uma equipe especializada.
Terapias-alvo e medicina personalizada
A medicina oncológica avançou para tratamentos mais personalizados. Em alguns pacientes, testes moleculares identificam alterações específicas no tumor.
Tumores que apresentam positividade para HER2, por exemplo, podem se beneficiar de terapias-alvo associadas à quimioterapia. Exemplos incluem o trastuzumabe e o trastuzumabe deruxtecan.
Além disso, novos tratamentos vêm sendo incorporados para casos selecionados, ampliando as possibilidades terapêuticas no Brasil. É o caso dos anticorpos monoclonais contra Claudina 18.2, como o zolbetuximabe.
ASociedade Brasileira de Oncologia Clínica (SBOC) disponibiliza informações atualizadas sobre tratamentos oncológicos e diretrizes médicas.
Imunoterapia no câncer gástrico
A imunoterapia é outra opção entre os tratamentos disponíveis para câncer gástrico. .
Esse tratamento estimula o sistema imunológico a reconhecer e combater células tumorais. Sua indicação depende de biomarcadores avaliados durante o diagnóstico molecular.
Embora não seja recomendada para todos os pacientes, a imunoterapia representa um avanço importante na oncologia gastrointestinal.
Um estudo recente (estudo MATTERHORN) evidenciou que o uso da imunoterapia com um medicamento chamado Durvalumabe em conjunto com a quimioterapia feita antes da cirurgia para pacientes com câncer gástrico sem metástases aumenta de maneira significativa a chance de cura. Além disso, em casos de tumores gástricos com metástases, a imunoterapia com os medicamentos Nivolumabe ou Pembrolizumabe pode contribuir para melhores resultados, em especial nos casos que tenham expressão alta da proteína PD-L1 ou perda da expressão de enzimas de reparo do DNA (dMMR/MSI-H).
A importância do tratamento em centros especializados
O câncer gástrico exige acompanhamento multidisciplinar. Cirurgiões, oncologistas, patologistas, radiologistas e nutricionistas participam do cuidado. Mesmo nos casos em que o tumor está localizado e a cirurgia fará parte da estratégia, é primordial uma avaliação multidisciplinar antes do procedimento para avaliar se não há necessidade de tratamentos pré-operatórios.
O tratamento personalizado pode impactar diretamente nos resultados clínicos e na qualidade de vida.
Na prática clínica, tumores gastrointestinais frequentemente exigem decisões complexas. A experiência de equipes especializadas faz diferença na condução terapêutica.
Pacientes podem conhecer mais sobre tumores digestivos na página sobre câncer gastrointestinal doDr. Roberto Pestana.
Quando procurar avaliação médica?
Sintomas persistentes merecem atenção. Perda de peso sem explicação, dor abdominal, sensação de estômago cheio rapidamente, náuseas e sangramentos digestivos podem exigir investigação médica.
Quanto mais cedo ocorre o diagnóstico, maiores podem ser as possibilidades terapêuticas.
Agende uma avaliação especializada
Receber um diagnóstico de câncer gástrico gera dúvidas e insegurança. Uma avaliação especializada ajuda a definir o melhor plano terapêutico para cada caso.
Conheça mais sobre o acompanhamento em oncologia gastrointestinal e agende sua consulta no site doDr. Roberto Pestana – Einstein Hospital Israelita.
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