Dr. Roberto Pestana
Publicado em 15/01/2022

TUMOR MALIGNO DOS NERVOS PERIFÉRICOS

O tumor maligno dos nervos periféricos ou tumor maligno da bainha do nervo periférico (MPNST, na sigla em inglês) é um tipo de sarcoma bastante raro e agressivo. Ele se desenvolve a partir das células que revestem os nervos e se estende da medula espinhal para o corpo.

Saiba mais sobre os sarcomas

O tumor maligno dos nervos periféricos pode surgir em todo o corpo, sendo mais frequente nos tecidos profundos dos braços, pernas e troncos de adultos. Ele ocorre em 0,001% da população em geral.

Entre 25 e 50% dos casos estão associados a uma doença genética chamada neurofibromatose tipo 1 (NF1). Ela afeta a pele, os ossos e parte do sistema nervoso situado fora do cérebro e do sistema nervoso periférico da medula espinhal.

Trata-se de um tumor agressivo, com altas taxas de recorrência. Estudos mostram que as chances de ele crescer novamente após a cirurgia são de até 65%. Já a probabilidade de ter metástases (se disseminar para locais distantes, sendo o pulmão o mais comum) é de 40%.

As causas do tumor maligno dos nervos periféricos ainda não estão esclarecidas. Sabe-se que eles se desenvolvem quando uma célula presente no revestimento protetor de algum nervo desenvolve uma mutação (um erro em seu DNA).

Além disso, existem alguns fatores de risco para o seu surgimento. São eles:

  • radioterapia anterior, realizada para tratar outro câncer;
  • presença de tumor nervoso benigno (não canceroso),como o neurofibroma;
  • existência de doença hereditária que aumente o risco para a ocorrência de tumores nos nervos, como a neurofibromatose tipo 1.

O tumor maligno dos nervos periféricos ocorre em 0,001% da população em geral. Estima-se que entre 25 e 50% dos casos estão associados à neurofibromatose tipo 1, uma condição genética.

O primeiro sintoma costuma ser um nódulo ou massa palpável que aumenta de tamanho. Às vezes, pode causar dor local, formigamento ou fraqueza na área afetada.

Como diagnosticar?

diagnóstico do tumor maligno dos nervos periféricos é feito pelo oncologista especialista em sarcomas com base em:

  • avaliação clínica (exame físico e análise do histórico pessoal);
  • exame neurológico detalhado;
  • varredura do corpo inteiro, por meio de exames de imagem (ressonância magnética, neurografia por ressonância magnética, tomografia computadorizada e tomografia por emissão de pósitrons (PET));
  • biópsia (realizada antes ou durante a cirurgia para remoção do tumor).

O tratamento do tumor maligno dos nervos periféricos depende do seu estadiamento. Esse é definido com base:

  • no tamanho;
  • na localização;
  • na extensão (localizado ou metastático);
  • e no grau de agressividade do tumor.

Na maioria dos casos, o tratamento é cirúrgico. O objetivo do procedimento é remover todo o tumor e uma pequena margem de tecido saudável adjacente (a chamada margem de segurança). Já em tumores grandes, presentes nos braços ou nas pernas, a amputação pode ser necessária.

Após a cirurgia, pode-se usar a radioterapia para reduzir o risco de recorrência (volta do tumor). Em certos casos, ela é indicada previamente à cirurgia, para diminuir o tamanho do tumor e facilitar sua remoção completa.

quimioterapia, por sua vez, é uma alternativa para casos em que o tumor não pode ser completamente removido cirurgicamente. Além disso, esse tratamento é indicado para tratar metástases.

Existe, ainda, a reabilitação. Nessa etapa do tratamento, fisioterapeutas e terapeutas ocupacionais ajudam o paciente a recuperar a função do membro tratado, cujos nervos foram prejudicados pelo tumor. Em casos de amputação, esse cuidado é ainda mais importante.

Esperamos que o conteúdo tenha ajudado a esclarecer os principais aspectos do tumor maligno dos nervos periféricos. No entanto, as informações não eliminam a necessidade consultar um especialista.

Em caso de sinais ou sintomas suspeitos, procure um oncologista e faça uma avaliação individualizada. Assim, é possível chegar ao diagnóstico correto e, se preciso, dar início ao tratamento.

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