Dr. Roberto Pestana
Publicado em 27/10/2021

CÂNCER GASTROINTESTINAL – RETO

O câncer gastrointestinal do reto (parte final do intestino grosso, ligada ao cólon e ao ânus) geralmente começa nas células de revestimento. A maioria dos fatores de risco está ligada a hábitos de vida, como má alimentação, sedentarismo, tabagismo e alcoolismo. Entretanto, a presença de comorbidades (preexistência de doenças inflamatórias intestinais, como Doença de Crohn ou retocolite ulcerativa),histórico familiar para câncer colorretal e presença de síndromes familiares de câncer colorretal hereditário não poliposo (ou síndrome de Lynch) e polipose adenomatosa familiar (FAP) também aumentam as chances de desenvolver a doença.

Há dois principais tipos de câncer gastrointestinal no reto. São eles:

Adenocarcinoma do reto

O que é?

O adenocarcinoma é o tipo de câncer do reto mais comum. Ele está presente em 90% dos casos.

Carcinoma espinocelular de reto

O que é?

O carcinoma espinocelular de reto é um câncer extremamente raro. Sua incidência é estimada em aproximadamente 1% dos casos de câncer colorretais.

Adenocarcinoma do reto

Como identificar e diagnosticar?

O adenocarcinoma do reto surge a partir de um pólipo e não costuma provocar sintomas em seus estágios iniciais. Quando sintomático, as manifestações variam de pessoa para pessoa, podendo apresentar:

  • dores abdominais e/ou ao evacuar;
  • presença de sangue nas fezes;
  • diarreia ou prisão de ventre contínuas;
  • sensação de empanzinamento;
  • mudanças de apetite e
  • perda de peso sem motivo aparente.

Caso sinta um ou mais desses sintomas, por um período maior que duas semanas, recomenda-se procurar um médico. Para traçar o diagnóstico, o especialista poderá pedir:

  • pesquisa de sangue oculto nas fezes;
  • colonoscopia ou retossigmoidoscopia;
  • biópsia.

É importante lembrar que, em pacientes acima dos 50 anos de idade, a recomendação para o rastreamento do câncer de reto, assim como do câncer de cólon, é universal. 

Se o tumor for confirmado, realizam-se exames para determinar o estadiamento (extensão) da doença. Entre eles, pode-se solicitar exames de:

  • marcadores tumorais;
  • radiografia;
  • tomografia computadorizada;
  • ressonância magnética.

Carcinoma espinocelular de reto

Como identificar e diagnosticar?

O carcinoma espinocelular do reto não costuma provocar sintomas em seus estágios iniciais. Mas quando sintomático, as manifestações podem ser:

  • dores abdominais e/ou ao evacuar;
  • presença de sangue nas fezes;
  • diarreia ou prisão de ventre contínuas;
  • sensação de empanzinamento;
  • mudanças de apetite;
  • perda de peso sem motivo aparente.

Para o diagnóstico, o médico pode solicitar:

  • pesquisa de sangue oculto nas fezes;
  • colonoscopia ou retossigmoidoscopia e
  • biópsia;

Se o tumor for mesmo confirmado, é necessário fazer alguns exames complementares, com o objetivo de determinar o estadiamento da doença. Entre eles, costuma-se solicitar:

  • marcadores tumorais;
  • radiografia;
  • tomografia computadorizada;
  • ressonância magnética;
  • Tomografia Computadorizada por Emissão de Pósitrons (PET-CT).

Adenocarcinoma do reto

O tratamento para o adenocarcinoma do reto varia conforme o estado geral de saúde do paciente, a localização do tumor no reto, estágio e se há metástase. A principal opção para casos muito iniciais é cirurgia (polipectomia, excisão local ou ressecção transanal). Em casos ainda localizados, mas mais avançados, a radioterapia com quimioterapia podem ser considerados; com esses tratamentos, inclusive, a cura pode ser atingida em uma porcentagem dos casos sem precisar de cirugia. Em casos mais avançados, quando há metástases, em geral o tratamento consiste em quimioterapia, terapia algo, ou imunoterapia, a depender do tipo molecular do tumor.

Carcinoma espinocelular de reto

O tratamento para o carcinoma espinocelular do reto varia conforme o estado geral de saúde do paciente, a localização do tumor no reto, seu estágio e se ele se espalhou. Em casos iniciais, a radioterapia com quimioterapia podem ser considerados, com ou sem cirurgia. Em casos mais avançados, quando há metástases, em geral o tratamento consiste em quimioterapia, terapia algo, ou imunoterapia, a depender do tipo molecular do tumor.

Esperamos que o conteúdo tenha agregado. No entanto, as informações acima são básicas e não substituem a consulta com o Dr. Roberto Pestana ou outro especialista oncológico. Por isso, não esqueça: se tiver um ou mais sintomas, procure um médico para obter o diagnóstico adequado e, se preciso, começar o tratamento o mais breve possível!

Se desejar, entre em contato com a nossa equipe pelos números a seguir:

(11) 2151-0556 | (11) 99150-9179 | (11) 2151-0558 | (11) 2151-0240

Ou basta clicar no link abaixo!

Agendar consulta

Mais uma dica: para acompanhar as novidades relacionadas ao câncer gastrointestinal de reto, bem como outros tipos, siga o Dr. Roberto no Facebook e Instagram!

LOCAIS DE ATENDIMENTO
Einstein Hospital Israelita
Unidade Morumbi
Rua Ruggero Fasano, s/n., Bloco A - 3° Subsolo - São Paulo, SP - CEP 05653-120
Teleconsulta
Atendimentos realizados on-line de forma segura e prática.